A fé mobiliza voluntários florenses a preencher as horas de lazer ‘mudando a cara’ do Eremitério da cidade e transformando-o em um ponto de oração e homenagens a Frei Salvador

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Eremitério Frei Salvador: um lugar de paz. // Créditos: Karine Bergozza

Um lugar ideal para refletir sobre a vida e entrar em contato com Deus. Onde a paz se faz presente em meio à natureza, até as pedras no caminho funcionam como degraus na construção de um sonho. Sonho que se tornou realidade com a união de um grupo de voluntários de Flores da Cunha. Movidos pela fé em Frei Salvador Pinzetta, eles mudaram o cenário do Eremitério da cidade e transformaram um lugar afastado, no ‘meio do nada’ em um ponto turístico, que recebe milhares de visitantes todos os anos.

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No início era uma grande horta cultivada pelos freis capuchinhos,

um lugar afastado e de difícil acesso, que após a morte de Frei Salvador foi considerado lugar de oração e ponto de encontro nas romarias em sua homenagem. Mas, para popularizar o local, era preciso realizar muitas melhorias em sua estrutura: “não tinha sequer água. Nós tivemos que achar uma vertente para levá-la até o Eremitério e depois começarmos as reformas”, destaca o voluntário Olir Bergozza.

Pouco a pouco o lugar começou a ficar de ‘cara nova’, para recepcionar os visitantes: “no começo os degraus da escada eram estreitos, feitos com terra e pedras. Nós os fizemos de concreto e alargamos a longa escada que possui a mesma quantidade de degraus de um terço. Cada degrau é uma oração”, explica Bergozza. Além disso, ele conta que somente em 1998, vários anos depois da reforma das escadas, o grupo se dedicou à construção dos banheiros. Afinal, eles eram poucos e o trabalho era muito para ser realizado apenas nos finais de semana e feriados.

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As escadas e a igreja foram construídas pelos voluntários.          Créditos: Karine Bergozza

Desde o início das romarias, as missas eram campais, correndo o risco de serem canceladas em caso de chuva. Para resolver este problema, os voluntários entraram em ação novamente: “no dia 13 de novembro de 2005 foi inaugurada a Igreja do Eremitério Frei Salvador. No entanto, a primeira missa foi rezada em setembro, no dia 28. Assim que o telhado tinha ficado pronto, mesmo sem o piso”, explica Bergozza.

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Não basta construir, é preciso conservar o que está feito. Por isso, o grupo que hoje é formado por 19 pessoas, se reveza para realizar atividades como: cortar a grama, varrer as escadas, arrumar as flores e organizar o local para acolher as celebrações. Um trabalho que nunca tem fim, mas que é gratificante para os que participam. As melhorias realizadas no local, ao longo dos anos, modificaram a estrutura do Eremitério, tonando-o mais acolhedor e popularizando-o entre os visitantes, mas, sua essência foi preservada. O Eremitério continua sendo um lugar calmo, ideal para ficar em silêncio e encontrar a paz.

 

 

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