Vítimas do abandono e maus tratos cães e gatos ganham uma nova chance a partir do trabalho de ONGs.

A chegada das férias de verão traz um período triste para alguns animais domésticos, principalmente cães e gatos. Nesta época do ano, as ONGs de ajuda animal registram dezenas de casos de abandono, motivados pelas viagens de férias dos tutores.

Em São Marcos, a ONG responsável por prestar apoio aos animais abandonados é a Sociedade Protetora dos Animais de São Marcos (Sopran). A presidente da entidade, Carla Scopel, conta que não há uma estimativa de quantos animais são atendidos anualmente. Os voluntários também são poucos, fato que dificulta o trabalho da instituição.

– O trabalho é continuo, muito desgastante devido à precariedade de nossas condições para resgate, abrigo, tratamento, alimentação e castração. Há dias em que recebemos ninhadas de cães e gatos abandonados – conta Carla.

Na cidade, não há um abrigo municipal que possa abrigar os cães e gatos resgatados. Os voluntários se dividem em casas de passagem, também conhecidas como lares temporários. Nestes locais, os animais permanecem até encontrarem um adotante.

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– O que dificulta o nosso trabalho é a falta de voluntários. A cidade está crescendo, e os trabalhos de maus tratos e abandono crescem junto – comenta a presidente da entidade.

A prefeitura de São Marcos e a Sopran têm uma parceria. O município fornece uma verba de R$ 2,5 mil à entidade. O valor é usado para castrações de animais resgatados. A verba é dividida entre dois pet shops que apoiam a ONG.

A verba repassada pela administração pública é considerada insuficiente. Para arcar com as despesas, a Sopran conta com o apoio da comunidade em jantares beneficentes, feiras de adoção e vendas de rifas e calendários. O Facebook é umas das ferramentas mais usadas para divulgação do trabalho.

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Foi por meio da rede social que a auxiliar administrativa Tamara Rech descobriu o cãozinho Dimi. A situação em que o animal se encontrava foi o motivador da adoção.

– Todos aqui em casa o amam, principalmente meu filho. Ficamos muito felizes de poder oferecer um lar para ele – conta a adotante.

A presidente da Sopran recorda que o caso de Dimi foi um dos mais críticos atendidos pela entidade:

– Fizemos boletim de ocorrência com busca e apreensão, pela gravidade que ele se encontrava. Hoje, ele vive no céu em um lar com muito amor e uma vida digna na casa da Tamara – ressalta Carla.

Reportagem: Alana Fernandes 

Foto: Gabi Brochetto

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